Reduzir pessoas a categorias — culturais ou organizacionais — empobrece a compreensão da identidade do indivíduo e cria caminho fértil para cultivar o modelo mental “Nós versus Eles” e a inevitável fragmentação da empresa... e do mundo!
A história da gestão empresarial explica: para ganhar escala, foi preciso reduzir a variabilidade humana, simplificar comportamentos e transformar pessoas em funções para criar comportamentos coletivos padronizados.
Domesticamos o mundo para sobreviver.
Agora precisamos sobreviver à nossa domesticação.
O processo civilizacional domesticou o ser humano — um processo necessário, que trouxe estabilidade, escala e previsibilidade. Mas, ao longo do tempo, também suprimiu competências essenciais para a saúde, a sobrevivência e a evolução.
Outro dia assistindo ao Altas Horas fui surpreendido com Chico Chico cantando “Menino Bonito”, da Rita.
Do alto da minha ignorância nunca tinha prestado atenção nele. Estranhei aquele garoto de sandália havaiana e roupa amarrotada subir no palco do Serginho.