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CAPITAL SISTÊMICO E O NOVO RH ESTRATÉGICO

  • 1 day ago
  • 2 min read
desdomesticar para evoluir

 por Ricardo Guimarães


Capital Sistêmico é a capacidade da empresa, como sistema, de reagir a uma ocorrência dentro ou fora dela, em tempo ótimo.


É uma expressão nova para uma competência antiga que, num cenário ágil e imprevisível, está se tornando estratégica para a saúde e a sobrevivência da empresa.


Em termos práticos, estamos falando do fluxo de informação entre áreas, entre níveis e entre a empresa e seu ecossistema.


E a equação é simples: quanto menos tempo entre a ocorrência e a reação da empresa, maior é o seu capital sistêmico. 


O Capital Sistêmico se apoia em 4 pilares 1. Capital Financeiro 2. Capital Tecnológico 3. Capital Humano e Social (ecossistema) e 4. Capital Intelectual – e nenhum deles sozinho garante o tempo ótimo.


Não adianta ser fortíssimo em um dos pilares porque a competência estratégica está na relação sistêmica entre eles. 


Daí a pergunta: quem na empresa está mais próximo de se responsabilizar pela gestão do capital sistêmico?

Ou, de outra forma: qual é o fator mais frágil dessa dinâmica?


Cultura do medo e do silencio.

A principal obstrução do fluxo de informação nas empresas é provocada por uma herança cultural solidamente construída ao longo de nossa história e que garantiu o progresso da sociedade industrial. 


Essa herança está fundada no sentimento de segurança das pessoas que pode ser sintetizada em dois ditados populares: “manda quem pode, obedece quem tem juízo” e “ado ado ado cada um no seu quadrado”.  Estas regras resumem a sabedoria para sobreviver numa cultura de gestão comando&controle que valorizava a competência e a obediência.


Tudo bem, jogo jogado!

Herdamos a cultura do medo e do silêncio, do colaborador que não fala, da liderança que não escuta, da área que protege seu território, da informação que não chega e da aprendizagem que não acontece... porque não era necessária!


Agora é! E o novo jogo é Cultura de Evolução, onde há fluxo e curiosidade, conflito e aprendizado, diferenças e conversas, saber ouvir e argumentar, confiança e coragem para falar, questionar e inovar para garantir o futuro da empresa.


Mais que cultura desejada, é cultura necessária, segundo o guru em sistemas vivos, Charles Darwin!


Por falar em futuro, as 500 maiores empresas do S&P mostram que os ativos intangíveis – em geral, conhecimento, cultura, relacionamento...ativos que não se registra em livro e que estão no colo do RH - equivalem a 92% do seu valor de mercado. A razão é óbvia: quanto mais imprevisível o cenário mais vale a empresa que mais rapidamente se adapta ao cenário imprevisto. 


É justamente aqui que o RH se torna mais estratégico do que nunca.

Deixa de ser responsável apenas pelo capital humano e passa a ser responsável pelo capital sistêmico, que inclui o Capital Humano, mas sob nova perspectiva. (ET: se você não gosta do nome “Capital Sistêmico” pode chamar de “Prontidão Organizacional” que é mais fácil de entender.)


Aí sim, o RH continua pautando sua evolução e a evolução da empresa: de Chefe do Pessoal, para Gerente de RH, para Diretor de Gente e Gestão para VP de Capital Sistêmico. E, com certeza, o futuro CEO - Chief Evolution Officer!


Vamos falar sobre isso no Humanship, dia 24/06, às 10h, no Royal Palm de Campinas, o tema é “Ativos intangíveis e o novo RH estratégico”.

 
 
 

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