Na prática, a teoria se cria.
- Jul 1
- 2 min read

por Ricardo Guimarães
A velocidade com que produzimos conhecimento sobre essa realidade cada vez mais complexa, ágil e imprevisível está eliminando a distância entre teoria e prática. Por isso, talvez tenha chegado, finalmente, a hora de aposentar o maldito ditado: "Na prática, a teoria é outra."
Isso é um alerta para os cínicos de plantão!
Até agora, o discurso vinha antes da prática. Escreviam-se teorias, publicavam-se livros, faziam-se planejamentos e, muitas vezes, nada mudava. O mundo era relativamente previsível e o "tudo sob controle" tolerava o descompasso entre a teoria e a prática.
Hoje não.
Quanto mais a sociedade passa a funcionar como um sistema vivo, mais acontece o contrário: a prática produz conhecimento, que modifica a teoria, que modifica a prática, num ciclo permanente de feedback.
Essa prontidão de aprendizado diferencia quem age e lidera de quem espera, espera, espera.
Essa agilidade do aprender impõe mudança radical na atitude e no comportamento de quem aprende.
E eu já estou vendo essa mudança acontecer, como no Humanship experience, semana passada que reuniu mais de 200 profissionais dedicados a pessoas no mundo corporativo.
Participei da abertura do evento falando sobre Ativos Intangíveis e o novo RH Estratégico. E permaneci até o final porque percebi algo raro: a plateia não estava apenas consumindo conteúdo; estava produzindo conhecimento em tempo real!
Conceitos que eu trouxe na abertura, como Capital Sistêmico, HIC (High Individual Contributor) e Orquestrador de Talentos continuaram vivos nos corredores, nos painéis e nas conversas. Não eram apenas palavras novas. Eram tentativas coletivas de compreender uma realidade que está mudando mais rápido do que o nosso vocabulário.
Dava para sentir no ambiente uma curiosidade genuína. Como se a tecnologia e a inteligência artificial estivessem pressionando o melhor da inteligência humana.
Destaco o painel C level, conduzido pelo Fernando Meller , com Cíntia Scovine Barcelos, do Bradesco; Lucia Armada Rossato, da Medley; e Renato Boldo , da Mars; que mostrou exatamente isso: executivos compartilhando desafios, experiências e aprendizados, em vez de certezas prontas. Foi um excelente exemplo de teoria sendo construída a partir da prática.
Saí do evento animado.
Estamos entrando numa época em que aprender será menos acumular respostas e mais produzir boas perguntas. Precisamos saber não saber! Esse é o desafio.
Parabéns ao Luiz Eduardo Drouet , à equipe e a todos os participantes.
Novos tempos. Tempo acelerado. Tempo real. Tamujuntu!



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